Serviços digitais e públicos costumam ser pensados para uma pessoa “padrão”, que não existe. O Ramplifica reúne ferramentas abertas e gratuitas para as equipes enxergarem quem fica de fora, e por quê, e mudarem isso.
Cada ferramenta olha para um grupo de pessoas que costuma ficar de fora. Todas são explicadas para quem faz o serviço: design, desenvolvimento, teste, gestão e conteúdo.
Bússola
Ajuda a incluir: pessoas com deficiência
Normas e leis explicadas para cada papel da equipe, em cinco bússolas. Duas são de acessibilidade, a da NBR 17060 para aplicativos e a da NBR 17225 para a web. As outras três são de leis: LGPD, direitos do consumidor e governo digital.
Ajuda a incluir: pessoas em diferentes situações socioeconômicas, de gênero e de uso
Percorra um serviço público, digital ou presencial, com as lentes socioeconômica, de gênero e da exclusão, e veja onde cada pessoa tropeça e quanto esforço o serviço cobra dela.
Ajuda a incluir: pessoas que se perdem no que o serviço público diz
Mapeie os pontos de contato de um serviço público, do site ao balcão, da carta ao SMS, e inspecione o que cada um comunica: onde a mensagem não chega, chega com ruído ou contradiz o que outro ponto disse.
Ajuda a incluir: quem costuma ficar de fora do processo de criação e dos serviços públicos
Três espelhos para a equipe se olhar. O da Participação mostra quem participa do processo de criação. O da Qualidade do Serviço Público é um autodiagnóstico pelos padrões do governo. O dos Métodos ajuda a escolher como avaliar a experiência.
Ajuda a incluir: quem não consegue ler um gráfico só com os olhos
Gere gráficos de colunas, barras, linha, pizza ou treemap a partir de uma tabela ou de um CSV, com cores seguras para daltônicos, texto alternativo, descrição com os números e a tabela junto.
A caixa ainda está sendo montada. Novas ferramentas vão olhar para outros grupos de pessoas que costumam ficar de fora. Acompanhe as novidades no blog.
Acessibilidade é para todo mundo
Ramplifica vem de rampa e amplifica: a rampa foi um dos primeiros símbolos da luta por acessibilidade.
Não existe uma pessoa 'padrão'. Todos nós mudamos ao longo da vida, e o ambiente deve estar pronto para nos receber em todas as nossas fases.
Um site que não é bom para todos, não é bom para ninguém.
Quando projetamos para a deficiência, acabamos projetando melhor para todo mundo.
A deficiência só se manifesta quando o ambiente falha com o indivíduo.
Um site inacessível é como uma biblioteca sem portas.
O custo da acessibilidade é mínimo quando planejado desde o início; o custo da exclusão é incalculável.
Quem criou o Ramplifica
Erik Henrique da Costa Nunes
Mestre em Computação pela UFC
Profissional multidisciplinar com formação em Informática, Design de Produto e Direito. É professor do curso de Desenvolvimento de Sistemas em uma escola profissionalizante no Ceará e já atuou como UX Designer e Designer de Produtos Digitais.
O Ramplifica nasceu da sua dissertação de mestrado, que une dois temas que o movem: acessibilidade e ética e justiça social na computação.
Revisamos as pesquisas sobre acessibilidade publicadas no IHC de 2016 a 2022. Elas cresceram, mas a pessoa com deficiência quase sempre aparece testando ou dando informações, e poucas registram os cuidados éticos que a lei pede.
O Ramplifica começou como um guia da NBR 17060 e virou uma caixa de ferramentas. Conheça as quatro ferramentas, a pergunta que cada uma responde e como usá-las juntas.