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Ramplifica

Três perguntas e uma lista para marcar: como gerar o checklist de acessibilidade da Bússola

As telas do checklist personalizado, uma por uma: três perguntas sobre o seu sistema e uma lista de requisitos para marcar, baixar e levar à equipe.

Bússola

· 7 min de leitura

Por Erik Henrique da Costa Nunes

Uma norma de acessibilidade tem dezenas de requisitos. Nem todos valem para o seu sistema. Uma tela sem vídeo não precisa de legenda, e um aplicativo sem tabela não precisa de cabeçalho de coluna. Quem abre a norma inteira para descobrir isso costuma desistir na página dez.

O checklist da Bússola faz essa triagem por você. Você conta onde o sistema funciona e o que as telas têm, e ele devolve só os requisitos que se aplicam, explicados para a sua área de trabalho. Neste guia, mostro as três perguntas e o que fazer com a lista. Para conhecer as normas antes, leia As bússolas do Ramplifica.

Antes de começar

Quanto tempo
As perguntas levam dois minutos. Percorrer a lista depende do tamanho do sistema: dá para fazer uma parte por dia.
O que ter em mãos
O sistema aberto em outra aba, ou o protótipo. Você vai olhar as telas para saber que componentes elas têm.
Com quem
Quem desenha, quem programa e quem testa podem gerar o mesmo checklist, cada pessoa na visão da sua área.
Onde fica salvo
As escolhas ficam no endereço da página, e as marcações de “Atendido” ficam no seu navegador. Para guardar uma cópia, baixe o PDF.

Passo 1 de 4

Dizer onde o sistema funciona

A primeira pergunta decide a norma. Sem escolher uma opção, o checklist não avança.

Passo Plataforma do checklist. No topo, o título Onde o seu sistema vai funcionar e a barra com os três passos. Abaixo, dois cartões: Site ou sistema web, marcado, que segue a ABNT NBR 17225, e Aplicativo para celular, que segue a ABNT NBR 17060.

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  1. Site ou sistema web. Páginas abertas no navegador, no computador ou no celular. O checklist usa a NBR 17225.
  2. Aplicativo para celular. Apps instalados no celular ou no tablet. O checklist usa a NBR 17060.

Se o serviço tem site e aplicativo, gere dois checklists, um para cada. As normas são parecidas, mas não iguais.

Passo 2 de 4

Marcar o que as telas têm

Agora você diz que componentes e que mídias aparecem nas telas. Cada opção tem uma frase curta que explica o que ela cobre.

Passo Componentes e mídias do checklist. Sob o título Componentes, cartões com caixa de marcar: Botão e Campo de formulário marcados; Link, Lista, Título da página, Título de seção e Tabela desmarcados. Mais abaixo começa o grupo Mídias.

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  1. Componentes. Botão, campo de formulário, link, lista, título da página, título de seção e, na web, tabela.
  2. Cada cartão diz o que conta como aquele componente. “Campo de formulário” inclui busca e lista de opções, por exemplo.
  3. Mídias. Imagem, áudio gravado, vídeo ao vivo, vídeo gravado, texto e animação ou carrossel.

Na dúvida, marque. A própria tela avisa: é melhor sobrar um requisito do que faltar. Alguns requisitos entram sempre, porque valem para qualquer sistema, como o foco visível.

Assim

Marcar “Imagem” porque a página tem um ícone de lupa no botão de busca.

Assim não

Deixar “Imagem” de fora porque “não tem foto”.

Passo 3 de 4

Escolher a visão da sua área

O mesmo requisito pode ser lido de jeitos diferentes. Aqui você escolhe como quer ler.

Passo Perfil do checklist. Seis cartões: Visão geral, Visão de design, marcada, Visão de desenvolvimento, Visão de gestão, Visão de testes e Visão de conteúdo. No rodapé, o botão Anterior, o texto Visão de design e o botão Gerar checklist.

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  1. Visão geral. Os requisitos como a norma apresenta. É a que vale se você não escolher nenhuma.
  2. As visões por área. Design, desenvolvimento, gestão, testes e conteúdo. Cada uma explica o que aquela área faz para cumprir o requisito. A de desenvolvimento traz exemplos de código.
  3. Gerar checklist. Leva à lista. Dá para voltar e mudar as escolhas depois.

Passo 4 de 4

Usar o checklist

A lista mostra só os requisitos que se aplicam. No exemplo, são 65 da NBR 17225. Você percorre um por um e marca o que já foi atendido.

Página Seu checklist. Na faixa azul, as escolhas: plataforma site ou sistema web, componentes botão e campo de formulário, mídia imagem e perfil design, e o botão Editar escolhas. Abaixo, o contador 1 de 65 requisitos atendidos e os botões Baixar o checklist em PDF, Imprimir e Copiar o checklist. Depois, o botão Expandir tudo, o filtro Só os não atendidos e os requisitos, o primeiro marcado como atendido.

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  1. Editar escolhas. Volta às perguntas com tudo o que você marcou.
  2. O contador. Quantos requisitos já foram atendidos. A barra acompanha.
  3. Baixar, imprimir ou copiar. O PDF e a cópia em texto levam a lista e as marcações para a equipe.
  4. Atendido. Marque quando o sistema já cumpre o requisito. A marcação continua lá quando você volta.
  5. Expandir tudo abre todos os requisitos. Ao lado, o filtro Só os não atendidos esconde o que já foi resolvido.

Toque no título de um requisito para abrir. Ele mostra o que a norma pede, em palavras nossas, e a visão da sua área, muitas vezes com um exemplo de certo e errado.

Requisito 5.1.3, Elemento em foco parcialmente visível, aberto. Primeiro, o quadro O que a norma pede, com o critério 2.4.11 da WCAG 2.2 e o link Ver todas as visões do 5.1.3. Depois, a Visão de design, com uma orientação e o exemplo Cabeçalho fixo e aviso de cookies, lado a lado: Errado, elementos fixos cobrem o foco, e Certo, espaço reservado e aviso dispensável.

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  1. O título abre e fecha o requisito.
  2. O que a norma pede, com o critério da WCAG correspondente. O link ao lado leva à página do requisito, com as visões de todas as áreas.
  3. A visão da sua área: o que fazer, na prática.
  4. O exemplo, com o jeito errado e o certo de resolver.

E depois do checklist?

  • Dividir o trabalho. Baixe o PDF e leve à reunião. Cada área gera a sua visão e cuida dos requisitos que são dela.
  • Testar com o teclado e com o leitor de tela. Marcar “Atendido” é uma afirmação. A visão de testes diz como conferir cada requisito.
  • Olhar além da norma. Uma tela pode cumprir todos os requisitos e ainda assim deixar gente pelo caminho. A Lupa do Esforço percorre o serviço no lugar de pessoas em situações diferentes.

Erros comuns

  • Marcar pouco no passo 2. Um ícone é imagem. Uma busca é campo de formulário. Na dúvida, marque.
  • Marcar “Atendido” sem testar. Parece pronto no protótipo não é o mesmo que funcionar com o teclado.
  • Um checklist só para site e aplicativo. São normas diferentes. Gere um para cada.
  • Achar que o checklist é a norma. Os textos são uma explicação nossa. Para uma auditoria formal, consulte a norma da ABNT.

Quando o trabalho é em equipe

No site gratuito, as marcações ficam no navegador de quem marcou. Para dividir com a equipe, o caminho é baixar o PDF ou copiar o checklist e mandar. Cada pessoa que gera o checklist tem a sua lista, e as marcações de uma não aparecem na da outra.

Na área logada, que está em teste e por convite, o checklist fica num projeto, na nuvem. Muda o jeito de avaliar:

  • Página por página. Você cadastra cada página do serviço com o que ela tem, e cada uma recebe só os requisitos dos componentes dela.
  • Três respostas em vez de uma. Cada requisito fica como Atende, Não atende ou Não se aplica.
  • Do problema ao plano. O que não atende vira achado do projeto, e os achados viram um plano de ação.
  • As leis valem para o serviço todo, e não para cada página.

As pessoas da equipe do projeto trabalham no mesmo checklist, conforme o papel que receberam: quem tem o papel de edição avalia, e quem tem o de leitura acompanha.

Perguntas frequentes

O checklist substitui a norma?

Não. Os textos explicam cada requisito em linguagem simples, mas não reproduzem a norma. Para uma auditoria formal, consulte o texto da ABNT. As perguntas frequentes da Bússola contam mais.

Perdi as marcações. O que aconteceu?

Elas ficam no navegador em que você marcou. Em outro computador, numa aba anônima ou depois de limpar os dados do navegador, a lista volta vazia. Baixe o PDF para guardar uma cópia.

Mudei as escolhas. Perco o que marquei?

Não. Use “Editar escolhas”: as perguntas voltam preenchidas e você ajusta o que mudou.

Ninguém precisa decorar uma norma para fazer um sistema acessível. Precisa saber o que vale para o seu caso e o que já está feito. O resto é trabalho de equipe, um requisito por vez.

No glossário

Gere o checklist do seu sistema

Três perguntas e você tem a lista dos requisitos que valem para o seu caso.

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