Marca-texto dos Testes
Veja onde a interface não se fez entender
O Marca-texto dos Testes ajuda a fazer a avaliação de comunicabilidade (MAC): você assiste ao vídeo de cada sessão de teste junto da transcrição, marca cada ruptura com uma das 13 etiquetas do método e monta o perfil semiótico. Funciona inteiro no seu navegador.
Como funciona
A avaliação segue as fases do método, por cima das etapas do Marca-texto dos Relatos. O roteiro mostra, no alto de cada etapa, a fase em que você está e o que fazer nela.
Fase 1
Preparar as sessões
Traga cada sessão de teste como um documento: a transcrição do que a pessoa disse e fez, com os momentos do vídeo.
Fase 2
Etiquetagem
Leia cada sessão procurando as rupturas: os momentos em que a pessoa não entendeu o que a interface dizia, ou não conseguiu dizer o que queria.
Fase 3
Interpretação
Na etapa Comparar, veja quantas vezes cada etiqueta aparece, em que sessões e em que tarefas.
Fase 4
Perfil semiótico
Escreva o memo do perfil semiótico: a mensagem que o designer quis passar, reconstruída a partir das rupturas.
As 13 etiquetas
Cada etiqueta é o que a pessoa poderia ter dito no momento da ruptura. Elas já vêm no livro de códigos, com a definição e quando usar.
Falha completa
A pessoa não chega ao objetivo, e às vezes nem percebe.
- Desisto.
- Para mim está bom.
Falha parcial
A pessoa chega ao objetivo, mas não pelo caminho que o designer pensou.
- Vai de outro jeito.
- Não, obrigado.
Falha temporária
A comunicação se interrompe por um momento, e a pessoa consegue seguir.
- Cadê?
- Ué, o que houve?
- E agora?
- Onde estou?
- Epa!
- Assim não dá.
- O que é isto?
- Socorro!
- Por que não funciona?
O vídeo fica com você
Gravações de teste mostram o rosto, a voz e a tela das pessoas. Por isso o vídeo nunca sai do seu computador.
Na etapa Codificação, abra o vídeo da sessão: ele toca no próprio navegador, sem ser enviado a lugar nenhum, e não fica guardado no projeto. Com marcas de tempo no começo das linhas da transcrição, como [00:12:30], um botão leva o vídeo direto ao momento de cada trecho.
De onde vem o método
O MAC nasceu da engenharia semiótica, que vê a interface como uma mensagem do designer para quem usa. O teste mostra onde essa mensagem não chegou. As etiquetas e as fases seguem Clarisse Sieckenius de Souza (The Semiotic Engineering of Human-Computer Interaction, 2005) e Simone Barbosa e Bruno Santana da Silva (Interação Humano-Computador, 2010).
Para entrevistas, use o Marca-texto dos Relatos; os testes usam as mesmas etapas, com o roteiro do MAC já escolhido.