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Ramplifica

Marca-texto

Escute de novo o que as pessoas disseram

O Marca-texto ajuda a analisar entrevistas: você marca os trechos que importam com códigos, reencontra tudo o que cada código reúne e leva as citações para o relatório. Funciona inteiro no seu navegador.

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Por que analisar com códigos

Uma entrevista tem mais do que a gente lembra depois. Marcar os trechos com códigos transforma a leitura em evidência que a equipe pode conferir.

  • Ouvir todas as vozes

    Sem um método, a análise lembra das falas mais marcantes e esquece o resto. Os códigos fazem cada entrevista ser lida com o mesmo cuidado.

  • Ver o que se repete

    Com os trechos reunidos por código, dá para ver o que aparece em várias entrevistas, o que é de uma pessoa só e o que ninguém disse.

  • Codificar sem o mouse

    A marcação dos trechos funciona só com o teclado e com leitor de tela, para quem analisa também poder ser qualquer pessoa.

Como funciona

Seis etapas, das entrevistas ao relatório, todas prontas para usar.

  1. Etapa 1

    Documentos

    Cole o texto ou abra os arquivos das transcrições. O texto original nunca é alterado.

  2. Etapa 2

    Códigos

    Crie os códigos, organize-os em grupos e escreva quando usar cada um. Eles podem nascer antes ou durante a leitura.

  3. Etapa 3

    Codificação

    Leia cada entrevista e dê um ou mais códigos a cada trecho que importa, com o mouse ou só com o teclado.

  4. Etapa 4

    Memos

    Escreva o que percebe enquanto lê: ideias, dúvidas, relações entre códigos. É daí que a análise ganha forma.

  5. Etapa 5

    Recuperação

    Veja juntos todos os trechos de um código, filtrados por entrevista ou grupo, e busque palavras.

  6. Etapa 6

    Exportação

    Baixe os trechos com a citação de onde vieram e o livro de códigos, prontos para o texto.

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As entrevistas ficam com você

O Marca-texto não tem servidor nem cadastro. As transcrições e a análise ficam guardadas no seu próprio navegador.

Entrevistas costumam ter dados pessoais, e é melhor que eles não passem por mais ninguém. Mas isso também quer dizer que o projeto só existe naquele navegador, naquele computador. Para não perdê-lo, ou para passá-lo a outra pessoa da equipe, baixe o arquivo do projeto: ele abre de novo em qualquer navegador, com tudo o que você fez.

Palavras da análise

O que quer dizer cada palavra que aparece no Marca-texto.

Código
Um nome curto para uma ideia que aparece nas entrevistas, como “Ajuda de terceiros”. Os códigos podem ter subcódigos.
Trecho (ou segmento)
Um pedaço da entrevista que recebeu um ou mais códigos. Pode ser uma frase, um parágrafo ou poucas palavras.
Codificar
Ler a entrevista e dar códigos aos trechos que importam para a pergunta da análise.
Livro de códigos
A lista dos códigos com a definição de cada um: o que é, quando usar, quando não usar e um exemplo. É o que permite a outra pessoa conferir a análise.
Memo
Uma nota sua durante a análise: uma ideia, uma dúvida, uma relação entre códigos. Pode ficar ligada ao projeto, a uma entrevista, a um código ou a um trecho.
Recuperar
Reunir todos os trechos de um ou mais códigos para ler juntos, com a entrevista de onde cada um veio.
Variável
Uma característica da entrevista, como a idade ou o território, que serve para filtrar e comparar os trechos.
Grupo
Um conjunto de entrevistas que você quer comparar com outro, como as do campo e as da cidade.
Citação
O trecho entre aspas com a origem entre parênteses, no formato “trecho” (P3, gestora municipal), pronta para o relatório.
Coocorrência
Quando dois códigos aparecem no mesmo trecho ou perto um do outro. Ajuda a ver quais ideias andam juntas.

De onde vem o método

Codificar é o gesto comum a quase toda análise qualitativa: ler com atenção, dar um nome ao que um trecho diz e juntar os trechos que dizem coisas parecidas. O Marca-texto oferece esse núcleo sem impor um método, como fazem os programas de análise qualitativa.

Por cima dele, virão roteiros opcionais para métodos conhecidos, começando pela teoria fundamentada (Barney Glaser e Anselm Strauss, The Discovery of Grounded Theory, 1967) e pela análise temática de Virginia Braun e Victoria Clarke (2006). A análise de conteúdo de Laurence Bardin (1977) vem depois.