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Ramplifica

Mapa da Comunicação· em teste

Todo serviço público conversa com as pessoas

No site, no balcão, na carta, no SMS. O Mapa da Comunicação ajuda equipes a ver o serviço inteiro, ponto de contato por ponto de contato, e a descobrir onde essa conversa falha.

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Por que olhar a comunicação

Cada ponto de contato é uma mensagem do Estado para a pessoa. Quando a mensagem não chega, chega errada ou promete o que o serviço não cumpre, quem paga é quem mais depende dele.

  • Burocratês

    “Deferido”, “NIS”, “comparecer munido de”. Quem não entende o termo acha que o problema é com ela.

  • Aviso que parece golpe

    SMS sem remetente, link encurtado, e-mail com assunto genérico: quem já caiu num golpe não abre.

  • Canais que se desmentem

    O site diz uma coisa, a carta outra e o atendente uma terceira. A pessoa não sabe em qual acreditar.

  • Achar que terminou

    “Solicitação registrada” não é “pedido aceito”. Quem acredita que acabou perde o prazo sem saber.

Um blueprint que vira inspeção

O blueprint de serviço desenha, lado a lado, o que a pessoa faz, por onde, o que o serviço mostra e o que acontece nos bastidores. O Mapa da Comunicação usa esse desenho como roteiro de inspeção: cada ponto de contato é avaliado como uma mensagem.

  1. 1. Sinais metalinguísticos

    O que o serviço explica

    O que o serviço diz sobre si mesmo: instruções, ajuda, avisos, perguntas frequentes, a explicação do atendente.

    Pergunta: O serviço explica o que é pedido, por que e o que vem depois?

  2. 2. Sinais estáticos

    O que se vê

    O que está ali, parado, naquele momento: a tela, o formulário, a placa do posto, o texto da carta.

    Pergunta: Olhando só o que está ali, a pessoa entende onde está, o que pode fazer e o que falta?

  3. 3. Sinais dinâmicos

    Como o serviço responde

    O que acontece quando a pessoa age: confirmações, mensagens de erro, protocolo, prazo e também o silêncio.

    Pergunta: Quando a pessoa age, o serviço responde de um jeito que ela percebe e entende, e ela sabe se terminou?

O que o serviço diz sem dizer

Somando todos os pontos de contato, o serviço passa uma mensagem sobre quem ele acha que a pessoa é e como acha que ela vai usá-lo. A inspeção termina reconstruindo essa mensagem, em primeira pessoa, como o serviço a diria.

“Pelo que entendi, você é alguém com internet, e-mail que lê todo dia e tempo livre em horário comercial. Entendi que você quer tirar um documento. E acho que prefere fazer assim: sozinha, pelo site, confiando em avisos automáticos. Por isso, preparei para você um agendamento on-line e dois atendimentos no posto, ligados por e-mails.”

— exemplo de mensagem de um serviço, reconstruída pela inspeção

Quem não se reconhece nessa mensagem é quem o serviço deixa de fora. Mostrar isso em poucas linhas ajuda gestores a entender por que mudar.

Como funciona

É uma inspeção: a equipe percorre o serviço no lugar da pessoa, sem precisar de usuários nem de cadastro. Tudo fica salvo no seu navegador.

  1. Passo 1

    Abordagem

    Use o blueprint e a inspeção juntos, o indicado, ou só um deles quando o tempo for curto ou o serviço já estiver mapeado.

  2. Passo 2

    Serviço

    Diga qual é o serviço público, quem o usa e o que a pessoa quer resolver.

  3. Passo 3

    Mapa

    Liste os pontos de contato, como num blueprint: o que a pessoa faz, por qual canal, o que o serviço diz e o que acontece nos bastidores.

  4. Passo 4

    Inspeção

    Em cada ponto, avalie o que o serviço explica, o que se vê e como ele responde, e anote o que cada sinal diz à pessoa.

  5. Passo 5

    Comparação

    Veja onde os sinais se desmentem e registre o que os pontos de contato dizem de diferente.

  6. Passo 6

    Mensagem

    Escreva o que o serviço, somando tudo, diz a quem o usa: para quem ele foi feito, e para quem não foi.

  7. Passo 7

    Resultado

    O mapa com o que cada ponto comunica, onde a mensagem não chega, as mudanças de canal e um relatório para copiar ou imprimir.

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De onde vem o método

O Mapa da Comunicação junta duas tradições. Do design de serviços, vem o blueprint de serviço, proposto por Lynn Shostack nos anos 1980, que desenha o serviço dos dois lados da linha de visibilidade. Da Engenharia Semiótica, teoria da Interação Humano-Computador criada no Brasil por Clarisse Sieckenius de Souza, na PUC-Rio, vem a ideia de que todo sistema é uma mensagem de quem o projetou para quem o usa.

A inspeção segue o Método de Inspeção Semiótica, do mesmo grupo de pesquisa: percorre os sinais metalinguísticos, estáticos e dinâmicos, compara as mensagens e reconstrói o que o serviço diz. É feita por especialistas, sem precisar de usuários.

O Mapa aplica a inspeção, feita para interfaces, ao serviço público inteiro, com todos os canais: o blueprint diz onde olhar, e a inspeção diz o que procurar. Dá para usar cada um sozinho, mas juntos eles veem mais. Os termos estão explicados no glossário do Mapa. Para ver o esforço que cada ponto cobra, use também a Lupa do Esforço.

Pronto para mapear um serviço?

Carregue o exemplo da carteira de identidade para ver como fica, ou comece o seu do zero.

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