Que instrumento usar para avaliar a experiência?
Uma equipe costuma escolher o questionário que já conhece. O Espelho dos Métodos parte do que vocês querem saber e de quem vai responder, e mostra os instrumentos que combinam, com o porquê e o que pode virar barreira.
Por que se olhar no espelho
Há dezenas de escalas, figuras e sensores para avaliar a experiência, e cada um entende “experiência” de um jeito. Sem saber disso, a escolha vira hábito: o questionário de sempre, mesmo quando ele mede outra coisa. Antes de escolher, vale perguntar o que se quer saber, e se o instrumento funciona com as pessoas que vão responder.
Como funciona
Passo 1
Objetivo
O que a avaliação precisa responder, em linguagem simples: como a pessoa se sente, se consegue usar, se confia.
Passo 2
Produto
Site, aplicativo, jogo, objeto inteligente. Alguns instrumentos foram feitos para um tipo só.
Passo 3
Pessoas
Quem vai responder: crianças, pessoas cegas, surdas, com pouca leitura. O instrumento precisa funcionar com elas.
Passo 4
Limites
Se a equipe tem equipamento, se espera números ou relatos e quando a pessoa vai responder.
Passo 5
Hábito
O instrumento de sempre, e por quê. É aqui que o espelho aparece.
No fim, o espelho mostra os instrumentos que mais combinam, o porquê de cada um, o que pode virar barreira para quem vai responder e cuidados como combinar números com relatos. Sem nota.
O que o catálogo mostra
São 115 instrumentos, de 1982 a 2018. Quase dois terços são escalas e questionários, e a grande maioria se diz para qualquer público.
- Escala ou questionário71
- Medida do corpo (sensores, câmera, olhar)12
- Diagrama ou gráfico para marcar9
- Software ou equipamento9
- Figuras ou objetos para escolher8
- Diário3
- Escala com gráfico2
- Checklist de observação1
1 de 115
foi feito para pessoas com deficiência. Outros 98 se dizem para qualquer público, e 10 são para crianças. Por isso o espelho pergunta quem vai responder e avisa quando o instrumento depende de enxergar, ler ou marcar num gráfico.
Versões em português
O Ramplifica procurou versões validadas em português dos instrumentos mais usados e achou 9, com a fonte de cada uma. Uma escala traduzida sem novo estudo pode medir outra coisa.
De onde vêm os dados
Os instrumentos são de quem os criou, citados um a um. O levantamento e a classificação são de Ticianne Darin, Bianca Coelho e Bosco Borges, da Universidade Federal do Ceará, no artigo “Which Instrument Should I Use? Supporting Decision-Making About the Evaluation of User Experience” (Design, User Experience, and Usability (HCII 2019), LNCS 11586, Springer). Ler o artigo (abre em nova aba) · Ver o catálogo original (abre em nova aba)
O Ramplifica padronizou as categorias, traduziu os rótulos e acrescentou uma curadoria (outubro de 2026): o que cada tipo de instrumento exige de quem responde, as versões em português encontradas e os cuidados de cada caso. As descrições dos instrumentos seguem em inglês, como no catálogo.