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Glossário

Os termos da Lupa da Mensagem em linguagem simples: a Engenharia Semiótica e o Método de Inspeção Semiótica.

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A teoria

A Engenharia Semiótica olha para o sistema como uma conversa entre quem o projeta e quem o usa.

Engenharia Semiótica
Teoria da Interação Humano-Computador criada no Brasil, na PUC-Rio, por Clarisse Sieckenius de Souza. Diz que todo sistema é uma mensagem de quem o projetou para quem o usa, e que a interface fala no lugar dessa pessoa.
Metacomunicação
A comunicação sobre a comunicação: ao usar o sistema, a pessoa conversa com ele, e por meio dele quem projetou diz como essa conversa deve acontecer.
Metamensagem
O que quem projetou diz a quem usa por meio do sistema: quem acha que a pessoa é, o que ela quer ou precisa fazer, como prefere fazer e por quê, o que o sistema oferece e como usá-lo.
Também chamada de mensagem de metacomunicação. O modelo da metamensagem é de de Souza (2005).
Preposto de quem projetou
O sistema, quando fala no lugar de quem o projetou: é ele quem responde à pessoa na hora do uso, quando quem projetou já não está lá.
Na teoria, o preposto do designer.
Comunicabilidade
O quanto o sistema consegue passar a quem usa, de forma clara e organizada, o que quem o projetou quis dizer.
Signo
Tudo o que significa alguma coisa para alguém: uma palavra, um ícone, uma cor, um botão desativado, o silêncio depois de enviar um pedido.
Signos metalinguísticos
Os signos que falam de outros signos: é quando o sistema explica, com palavras, o que ele é e como usá-lo. É a forma mais direta de quem projetou falar com quem usa. Exemplos: ajuda, perguntas frequentes, tutoriais, dicas que aparecem sobre um campo, instruções de preenchimento, mensagens de erro e de aviso, o texto que explica um termo.
Na Lupa: o que o sistema explica.
Signos estáticos
Os signos que se entendem olhando a tela num momento só, sem depender do que vem antes ou depois: o que está ali, parado. Exemplos: títulos, rótulos, botões, ícones, menus, campos, cores, a organização da página, o que está ativo ou desativado, o que está em destaque.
Na Lupa: o que a tela mostra parada.
Signos dinâmicos
Os signos que só aparecem ao interagir: o que o sistema faz em resposta ao que a pessoa faz, ao longo do tempo. Exemplos: o que acontece ao clicar ou enviar, a passagem de uma tela para outra, um botão que se ativa depois de preencher, o foco que muda de lugar, a confirmação, o silêncio depois de enviar.
Na Lupa: o que o comportamento revela.

O método

As partes do Método de Inspeção Semiótica, na ordem em que a Lupa as percorre.

Método de Inspeção Semiótica
Inspeção feita por especialistas, sem a participação de quem usa: lê os três tipos de signo, reconstrói a metamensagem em cada um, compara as três e avalia a qualidade da comunicação. Proposto por de Souza, Leitão, Prates e da Silva (2006).
Conhecido pela sigla MIS; em inglês, Semiotic Inspection Method (SIM).
Preparação
O que vem antes da inspeção: escolher os objetivos e as partes da interface que serão olhados, descrever o perfil de quem usa e escrever o cenário.
Perfil de quem usa
A pessoa que quem inspeciona vai representar: o que ela sabe, que experiência tem, com que aparelho e em que situação usa o sistema.
Cenário de inspeção
Uma história curta com uma personagem desse perfil e o que ela quer fazer no sistema. É o roteiro que a inspeção segue nos três tipos de signo.
Análise segmentada
Ler um tipo de signo de cada vez, sem misturar com os outros, e reconstruir a metamensagem só com o que aquele tipo diz.
Problema de comunicação
Um ponto em que a mensagem de quem projetou pode não chegar a quem usa: o signo diz outra coisa, não diz o bastante ou engana.
Na teoria, uma ruptura de comunicação.
Comparação
Pôr as três metamensagens lado a lado para ver onde os tipos de signo concordam, onde se contradizem e o que fica com um tipo só ou sem dizer.
No método, comparar e contrastar as mensagens.
Inconsistência entre signos
Quando um tipo de signo desmente o outro: a ajuda promete o que a tela não mostra, ou a tela mostra o que o sistema não faz.
Apreciação
A conclusão da inspeção: a mensagem que fica, somando os três tipos de signo, e o quanto o sistema comunica bem, com os problemas encontrados.
No método, a apreciação da qualidade da metacomunicação.